sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Cadeira
Sentada por longo tempo
Estava a menina
Esperando pelo amor
Num canto do quarto
Ao lado da cama
No centro da vida
Aliviando sua dor
Estava perdida
Querendo se encontrar
Como onda que quebra
Nas pedras do mar
Ilha bailando
Oceano e mistérios
Sentimentos pequenos
De ventos amenos
Que tocam seu corpo
Em busca de prazer
No silencio da vida
Alegria de viver.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Porque Escrever
Escrever é expressar
É colocar sentimentos em letras
É deixar manuscritos pro futuro
Tentar entender o porquê do dia escuro
Corações e almas se perdem na vida
Palavras grafadas jamais
Elas ali ficam insistindo em contar a historia
Em guardar pra sempre na memória
Tudo que um dia foi amor ou não
Na razão fora de razão de um louco coração
Escrever é amar
Escrever é amor
É um momento único de solidão
Que mistura prazer e dor
Escrever é um momento simples de paz
É a caneta fazendo amor com o papel
É lua brilhante na noite
Madrugada de imenso céu
Escrever é dedicar ao mundo palavras que já foram ditas
Mas que num momento especial
Mudam caminhos e sonhos
E nos fazem acreditar novamente na arte de amar.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Visão da Solidão
Túnel sem luz,
Arco-íris sem cor,
Sorriso triste,
Jardim sem flor,

Um passo para o nada,
Céu encoberto,
Sem saída, sem estrada,
Ninguém por perto,

Espaço vazio,
Uma lágrima, um dia frio,
Anel sem diamante,
Amor distante,

No quarto uma imensidão,
Numa rua repleta de gente,
A traiçoeira solidão,
Está presente,

Querer e não querer,
Radio e Tv,
Eu sem você,
E sem perceber,

O não, o sim,
Você sem mim,
O inicio,
O fim,

Céu sem estrela,
Sol sem calor,
É onde estou,
É para onde vou.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Chave do Meu Coração 2
Quando o sol partir
E a lua surgir
Estrelas no céu brilharem
E nuvens anunciarem chuva
De alivio e uma nova estação
E você enfim
Tiver amor por mim
Terá a chave do meu coração.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Enluarada
Enluarada a noite
Nua a minha amada
O amor pedindo açoite
E na cama deitada
Esperando o sono chegar
Relaxa o corpo em sonho
Sentimentos fluem no ar
Arrepia com a brisa
Ela de mim precisa
Então eu vou voltar
Chego bem de mansinho
E devagarzinho eu vou te tocar
Do seu sonho você salta
E começa a me beijar
O amor do infinito exalta
E começa a se espalhar
A madrugada começa
A ficar pequena
No meio de tantos desejos
E no calor dos seus beijos
Seu corpo se enrola ao meu
Tudo que sinto no peito
É provocado pelo seu
Peles gostos e apelos
Eu me enrolando em seus olhares
No perfume dos seus cabelos
E no final do amor
A lua não mais está no céu
O dia já raiou
E o mundo é colorido
Nesse quente e dourado véu
E nós continuamos
Ali deitados como poesia
Que não quer acabar
Apenas esperar pela próxima noite fria
Pra voltar em sua pele enluarada amar.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um Copo de Noite na Escuridão do Vinho
Sonhos distorcidos
Um medo de mim em mim
Em desejos escondidos
Antes que o nosso mundo chegue ao fim
Visão plena da noite
Em versos perdidos de um sim
Depois da queda o coice
Da emoção canção assim
Eu olho a tela e vejo
Um branco vazio de ilusão
E na janela vejo o medo
Da escuridão um coração
Acordes em cordas quebradas
De um violão que não toca o amor
Um copo de noite na escuridão do vinho
Nessa mistura de paixão saudade e dor
Da pele morena e toda arrepiada
Deitada sobre a cama como fosse calçada
Perdida na embriaguez dessa madrugada
Eu já não deixo beijos em tons de giz
Em sua alma carente tatuada.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Barco de Papel
Levado pelo vento
Lá se foi o barco de papel
Cruzando o horizonte
Onde a lua beija o mar
Levou pra longe os meus sonhos
E não trouxe você
Pra comigo aqui morar.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Suas Curvas
Suas curvas me lembram o amor
Deslizarei por elas por onde eu for
Não me preocupo se existe perigo
O que eu quero é encontrar no seu corpo
É um abraço amigo,
Tatuagem miragem arrepio e sedução
Seu corpo me traz a poesia
Leva-me ao mundo de sintonia
Onde sereno eu repouso minha alegria
E derrapo de encontro ao seu coração,
Seu corpo é templo do amor
Descanso e abrigo pra dor
Seu corpo é a minha paz
Perco-me no seu deserto
Pra não voltar atrás,
Eu quero seu corpo deitado
Ao lado do meu
Merecendo o afago do amor
Que é todo seu
Em caminhos de sonhos que não se perdeu,
Seu corpo é a perfeição
É obra de arte e canção
É perfume de alma
É toque que não se perde
Receita que o meu coração acalma.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Menina e a Borboleta Azul
Um dia amanheceu
Em seu puro coração
O amor aconteceu
Loucura de estação
Correu por seu jardim
Chorou sem saber da dor
Que tudo que começa
Um dia tem fim
Desse louco sentimento amor
Seus olhos entre o verde e o mel
Só entendiam como chorar
Aquele brilho intenso de primavera
Ficou escondido na distancia do horizonte
Bem longe na imensidão do mar
Linha tênue de paz
Seu sorriso de infinita beleza
Enfim descobriu a desilusão
E as cores opacas da tristeza
E no seu canto de encanto
Eu entôo um canto de sereno
Na poesia da desistência do amor
No beijo que carrega o veneno
Joguei uma folha no chão
Da árvore que tinha o nosso coração
Ela correu como isca ao fim
Na direção da pureza do amor
Novamente, ali deitada em nosso jardim
Até que pousou em seu peito
Borboleta azul lhe trazendo um sim
Na cor de suas asas a liberdade
No seu rosto incrédulo um semblante ainda sério
Como ainda enfrentar novo amor
Ou como desvendar esse novo mistério
Então resolveu a borboleta sonhar
Entre a sua cidade perdida
E ilhas que dançam tranqüilas na harmonia do mar
E vai resgatando pouco a pouco
A confiança e o amor que a vida lhe tirou
E em cada verso construído no desejo
Vai entender a menina que é a borboleta azul
Que outro alguém também nesse mundo lhe amou.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Flor do Centro do Jardim
Cercada do orvalho da madrugada
Entre cores e perfumes diversos
Espinhos, contratempos e mundos adversos
Lá estava ela no centro do jardim
Da minha janela eu tinha certeza
Ela renascia a cada manhã só pra mim,
Eram tantas que existiam
Cada uma em seu lugar
Cada uma perdida em seu sonho
Sonho louco de amar,
Todos os dias eu a via cheia de esperanças de ser feliz
Pura e presa na simplicidade de sua raiz
De longe ela sonhava e de longe ela sorria
Se não tivesse a chuva na madrugada
O que a refrescava era a minha lagrima fria,
E quando a noite passava
Já sentindo que o amor não vem
Ela se aquecia ao sol
A espera do sorriso de alguém,
Era a flor mais linda
E eu sei que era para mim
De pétalas em seda coloridas
Perfume inigualável na maciez de sua pele
Bem no centro do meu jardim.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando Me Dói a Solidão
Quando me dói a solidão
Tudo fica cinza
O mar fica revolto
Nuvens se espalham
Olhar perdido e solto
O coração aquieta
Como medo de amar
A janela fica aberta
Mas nem o vento quer entrar
O quarto fica imenso
Vazio de escuridão
Tudo que eu sinto
Deixa-me tenso
Quando me dói a solidão
Eu espero no vazio
A hora de você chegar
Continuo sentindo frio
E da distancia da minha janela
Eu não vejo você passar.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Madrugada e a Manhã

A madrugada é a pintura

Inspiração da alma em pura cor

A manhã é a assinatura

Dessa obra de arte do amor

Ver você acordando comigo

E sorrindo no primeiro olhar

Seu corpo todo é meu abrigo

É onda de poesia que encontra o mar

No cansaço de prazer

Que a madrugada nos encantou

A manhã veio trazer

A paz que em nossos corpos ficou.



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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alma Cansada

Eu já sofri tanto na vida

Já cai tanto no caminho

Já percorri madrugadas

Sempre chorando sozinho

Misturei-me na poeira da estrada

Hoje com a alma cansada

Eu quero paz e amor

Quero apenas deitar no seu colo

Pra mudar o meu mundo de cor

Não me pergunte nada.



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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

No Meu Frio Mundo

Com a mesma delicadeza de uma lágrima

Que rola da beleza do olhar

Ela levantou-se pela madrugada

Vestiu a roupa e foi embora

E não quis mais voltar

Folha caída de inverno

Frio que aperta o coração

Rabiscos guardados num caderno

Poesias de amor e solidão.



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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vidraça Quebrada
Vidraça quebrada

Estilhaços de amor

Dor que consome o tempo

Tempo que despetala a flor

Flor que perfuma a vida

Mas os seus espinhos

São gladiadores de valor.



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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Calcinha

De renda sua textura

Moldando pele macia

Traduz sonhos na cama escura

Enquanto eu lhe tiraria

Perfumada pelo desejo

Eu te arranco com um beijo

Arrepiando seus sentimentos

Desvendando seus momentos

Calafrios em pensamentos

Que num toque se entregou

A essência do amor

De quem veio e lhe beijou.



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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

All Star Azul

Num sonho eu me apaixonei

Meu mundo ruiu

Desabou em cinzas

Flechas que cortavam o coração

Vento forte que derruba as paredes da razão

Tsunami, furacão desesperado

Corpo ferido de guerra e alma dilacerada

Num dia verdadeiro de vida amei

Fui intensamente amado

Meu mundo se reconstruiu

Tudo voltou ao normal

Serenidade paz e calma

Como um rio que banha a alma

O furacão tornou-se brisa leve do amor

Paredes não ruíam e sim me protegiam da dor

O corpo foi eternamente curado

O coração, esse é bobo e infantil

Ficou como menina de luz em desejo realizado

E o meu céu

Ficou assim...

Completamente azul

Com todas as estrelas que eu podia contar.



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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aveludado

Aveludado coração

Macio como a pele da menina

Suave e louca emoção

No veludo das palavras

A maciez do amor em devoção

No desejo que nunca se acaba

Na infinidade dessa imensa paixão

Aveludado o sonho

De morar sempre ao seu lado

Beijar-te a cada manhã junto com o sol

Só pra te roubar o primeiro sorriso

Aveludadas sãos as mãos

Que afagam todos os seus desejos

E na ânsia dos seus carinhos

Quer viver contigo essa historia

Escrevendo o nome pra sempre

Em sua memória.



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domingo, 14 de agosto de 2011

Solidão (do meu pai)

Nas horas mortas da noite eu me levanto,

Envolto em um manto recolhendo-me ao frio,

Quero ouvir-te querida, e de canto a canto,

Eu vou andando a sós neste salão vazio,

Passo as horas calado andando, enquanto,

Ela a dormir, repousa em colchão macio,

Seu corpo esbelto, aconchegando ao manto,

A doce tepidez dos seios luzidios,

Dorme calma, tranqüila e despreocupada,

Das glorias, da existência e da ventura,

Dorme, sonha, sorri o mundo não é nada,

Foge aos encantos da vida e serás pura,

Dorme, e nesta sala a andar eu prossigo,

Sofrendo a terrível dor de um abandono,

Não podes deixar teu leito e estar comigo,

Dorme, porque atento velarei teu sono.



SYLAS REIS

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Texto escrito em Julho de 1949 pelo meu saudoso pai.



Deixo aqui um abraço a todos os pais nesse dia especial, pai que é força nos momentos difíceis, que é suporte pra vida, que é amor, que é condutor dos passos nos caminhos da vida, a maior riqueza deixada a mim pelo meu pai, foi tudo isso, além do sobrenome Reis.

Feliz dia dos pais a todos.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os Dias Vazios de Meg

Gavetas vazias

Lua no céu

Tristes melodias

Abelha sem mel

Sonhos despedaçados

De um amor que não lhe traz paz

Sentimentos num canto jogados

Dor no peito que não se desfaz

Do passado ela constrói um presente

Desajeitado e descontente

Vive chorando pelos cantos da casa

Em nada melódicos versos

Vendaval que ao território arrasa

Chora sozinha sua solidão

Jamais pensou em abrir seu coração

Não acredita em ninguém

A não ser sem seu próprio mundo

Não deixa um olhar ir mais além

Quando alguém lhe oferece um beijo

Ela tem medo do próximo segundo.



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