segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Sua Nudez Sob a Vigilância do Meu Olhar
Num descuido da manhã
No entreaberto da porta
Ao perfumado minuto da brisa
Eu vi um corpo nu...
Despido de pudores,
Vestido de amores...
Por onde a água do banho deslizava...
Um pequeno raio de sol entrava pela janela
E pousava sobre aquele corpo,
Desavisado do meu olhar,
Envolto em pensamentos...
Fazendo daquele momento...
Uma tela
Uma escultura...
Uma pintura...
Que por um breve momento...
Um rápido olhar,
De tão belo...
Ficará eternamente gravado em minha retina
Um corpo nu...
Como eu desejei aquela pintura
Como eu quis me perder naquela paisagem
E cercado do tempo que me consumia
Soprei no vento um beijo
E me afastei só pra ver
Você desfilar pela casa
Na imensidão do meu querer.

By Everson Russo
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sábado, 29 de outubro de 2011

Faca e o Corte
Eu preciso na vida ser a flor
Que perfuma teus caminhos
E lhe prega a intenção do amor
Engrandece teus caminhos
E coloca neles a mais bela cor
Mas eu preciso na vida ser espinho
Proteger o teu coração da dor
E quando na loucura da falta do carinho
Acolher-te quando o teu mundo
Ficar cinza, negro ou opaco
Perdendo a essência daquela bela cor.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sopra Vento
Sopra vento
Carrega a folha
Balança o raio de luar
Sopra vento
Sacode os cabelos dela
Fazendo-a arrepiar
Sopra vento
Embala o beijo
Gosto do desejo
Perfume de lavanda pelo ar
Sopra vento
Desvia o olhar
Menina nua
De encontro ao mar
Sopra vento
Traz um segredo
Eu não tenho medo
De te afagar
Sopra vento
Vem logo menina
Que nesse momento
Eu te quero amar.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ao Meu Amor...Com Carinho
Guarda no teu coração
A estrela da saudade
E deixa brilhar no teu olhar
O mais belo arco-íris
No infinito horizonte da tua esperança
E a minha brisa te beija.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Maior Medo do Poeta é Não Ver a Próxima Estação
Dormir não é o maior problema,
E sim saber que logo vem
Um dia cheio de interrogações,
Insinuações maldosas de um novo amor,
Horas que vem em deslize do tempo real,
Lembram-nos uma grande dor,
Trazem-nos um grande mal,
Saber que perder a razão,
É sempre uma dádiva fatal,
Não nos levará a nada,
Por isso encontrar com o fim
Passa a ser o nosso ideal,
Não quero saber de tudo,
Nem o porquê a chuva não vem,
Não quero lembrar de nada,
Do amor,
Dos olhos tristes
Que são meus também,
De que adianta ter sensibilidade nessas horas?

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nua
Deitada sorrindo,
Caminhando,
Tanto faz se indo ou vindo,
Nua,
Alegria e sedução,
Amor, carinho, ternura e perfeição,
Nua,
De corpo encanta o desejo e o olhar,
Nua,
De alma, poesia, amor, verde e azul do mar,
Nua feito a lua,
Clareia e ilumina o caminho,
Nua feito sol,
Invade meu jardim como um girassol,
Nua,
Teus seios e anseios,
Nua,
Medos e desejos ocultos,
Nua,contornos, silhuetas e vultos
Nua e sozinha te pego a sonhar
Com o dia em que o amor irá te encontrar.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vento Que Descortina o Amor
Vento que leva e traz pedaços de sentimentos
Perfumes da vida
Essências vividas
Desejos jamais esquecidos
Vento que não tem asas
Mas voa longe em pensamentos
Vento que não tem mãos
Mas toca todos os seus centímetros desejos
E afaga carinhosamente seu amor em beijos
Vento que não tem boca
Mas toca seus lábios em maciez de maçã
Como fosse ultima aquela manhã
Vento louco que sacode roupas no varal
E traz de longe os perfumes das saudades
Só pra te mostrar menina
Que o amor que tenho jamais lha fará mal.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Luz da Lua
Luz da lua
Janela aberta
Você nua
Noite encoberta
Prazer do vento
Coração pulsando
Melhor momento
Pele arrepiada
A noite é longa
Não vamos pensar em mais nada.

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domingo, 16 de outubro de 2011

O Mar e a Menina
Ele imenso e profundo
Ela tão meiga mulher
Ele em ondas consome num segundo
Ela é beleza que sabe o que quer
Envoltos em mistérios de amor
Num verde e azul que mistura o olhar
Onde o horizonte muda de cor
Navegam os sonhos da menina
Nos encantos instigantes do mar
Ela tão linda na orla da praia
Acariciando a areia com seu caminhar
Ele vem de longe potente e grandioso
Para os seus pés beijar
Ela simplesmente fecha os olhos
E se entrega de corpo e alma
Aos encantos e segredos do mar
A menina e o mar
O mar e a menina
Beleza de noite encantar
Afã prazer coração e sina.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Cadeira
Sentada por longo tempo
Estava a menina
Esperando pelo amor
Num canto do quarto
Ao lado da cama
No centro da vida
Aliviando sua dor
Estava perdida
Querendo se encontrar
Como onda que quebra
Nas pedras do mar
Ilha bailando
Oceano e mistérios
Sentimentos pequenos
De ventos amenos
Que tocam seu corpo
Em busca de prazer
No silencio da vida
Alegria de viver.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Porque Escrever
Escrever é expressar
É colocar sentimentos em letras
É deixar manuscritos pro futuro
Tentar entender o porquê do dia escuro
Corações e almas se perdem na vida
Palavras grafadas jamais
Elas ali ficam insistindo em contar a historia
Em guardar pra sempre na memória
Tudo que um dia foi amor ou não
Na razão fora de razão de um louco coração
Escrever é amar
Escrever é amor
É um momento único de solidão
Que mistura prazer e dor
Escrever é um momento simples de paz
É a caneta fazendo amor com o papel
É lua brilhante na noite
Madrugada de imenso céu
Escrever é dedicar ao mundo palavras que já foram ditas
Mas que num momento especial
Mudam caminhos e sonhos
E nos fazem acreditar novamente na arte de amar.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Visão da Solidão
Túnel sem luz,
Arco-íris sem cor,
Sorriso triste,
Jardim sem flor,

Um passo para o nada,
Céu encoberto,
Sem saída, sem estrada,
Ninguém por perto,

Espaço vazio,
Uma lágrima, um dia frio,
Anel sem diamante,
Amor distante,

No quarto uma imensidão,
Numa rua repleta de gente,
A traiçoeira solidão,
Está presente,

Querer e não querer,
Radio e Tv,
Eu sem você,
E sem perceber,

O não, o sim,
Você sem mim,
O inicio,
O fim,

Céu sem estrela,
Sol sem calor,
É onde estou,
É para onde vou.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Chave do Meu Coração 2
Quando o sol partir
E a lua surgir
Estrelas no céu brilharem
E nuvens anunciarem chuva
De alivio e uma nova estação
E você enfim
Tiver amor por mim
Terá a chave do meu coração.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Enluarada
Enluarada a noite
Nua a minha amada
O amor pedindo açoite
E na cama deitada
Esperando o sono chegar
Relaxa o corpo em sonho
Sentimentos fluem no ar
Arrepia com a brisa
Ela de mim precisa
Então eu vou voltar
Chego bem de mansinho
E devagarzinho eu vou te tocar
Do seu sonho você salta
E começa a me beijar
O amor do infinito exalta
E começa a se espalhar
A madrugada começa
A ficar pequena
No meio de tantos desejos
E no calor dos seus beijos
Seu corpo se enrola ao meu
Tudo que sinto no peito
É provocado pelo seu
Peles gostos e apelos
Eu me enrolando em seus olhares
No perfume dos seus cabelos
E no final do amor
A lua não mais está no céu
O dia já raiou
E o mundo é colorido
Nesse quente e dourado véu
E nós continuamos
Ali deitados como poesia
Que não quer acabar
Apenas esperar pela próxima noite fria
Pra voltar em sua pele enluarada amar.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um Copo de Noite na Escuridão do Vinho
Sonhos distorcidos
Um medo de mim em mim
Em desejos escondidos
Antes que o nosso mundo chegue ao fim
Visão plena da noite
Em versos perdidos de um sim
Depois da queda o coice
Da emoção canção assim
Eu olho a tela e vejo
Um branco vazio de ilusão
E na janela vejo o medo
Da escuridão um coração
Acordes em cordas quebradas
De um violão que não toca o amor
Um copo de noite na escuridão do vinho
Nessa mistura de paixão saudade e dor
Da pele morena e toda arrepiada
Deitada sobre a cama como fosse calçada
Perdida na embriaguez dessa madrugada
Eu já não deixo beijos em tons de giz
Em sua alma carente tatuada.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Barco de Papel
Levado pelo vento
Lá se foi o barco de papel
Cruzando o horizonte
Onde a lua beija o mar
Levou pra longe os meus sonhos
E não trouxe você
Pra comigo aqui morar.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Suas Curvas
Suas curvas me lembram o amor
Deslizarei por elas por onde eu for
Não me preocupo se existe perigo
O que eu quero é encontrar no seu corpo
É um abraço amigo,
Tatuagem miragem arrepio e sedução
Seu corpo me traz a poesia
Leva-me ao mundo de sintonia
Onde sereno eu repouso minha alegria
E derrapo de encontro ao seu coração,
Seu corpo é templo do amor
Descanso e abrigo pra dor
Seu corpo é a minha paz
Perco-me no seu deserto
Pra não voltar atrás,
Eu quero seu corpo deitado
Ao lado do meu
Merecendo o afago do amor
Que é todo seu
Em caminhos de sonhos que não se perdeu,
Seu corpo é a perfeição
É obra de arte e canção
É perfume de alma
É toque que não se perde
Receita que o meu coração acalma.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Menina e a Borboleta Azul
Um dia amanheceu
Em seu puro coração
O amor aconteceu
Loucura de estação
Correu por seu jardim
Chorou sem saber da dor
Que tudo que começa
Um dia tem fim
Desse louco sentimento amor
Seus olhos entre o verde e o mel
Só entendiam como chorar
Aquele brilho intenso de primavera
Ficou escondido na distancia do horizonte
Bem longe na imensidão do mar
Linha tênue de paz
Seu sorriso de infinita beleza
Enfim descobriu a desilusão
E as cores opacas da tristeza
E no seu canto de encanto
Eu entôo um canto de sereno
Na poesia da desistência do amor
No beijo que carrega o veneno
Joguei uma folha no chão
Da árvore que tinha o nosso coração
Ela correu como isca ao fim
Na direção da pureza do amor
Novamente, ali deitada em nosso jardim
Até que pousou em seu peito
Borboleta azul lhe trazendo um sim
Na cor de suas asas a liberdade
No seu rosto incrédulo um semblante ainda sério
Como ainda enfrentar novo amor
Ou como desvendar esse novo mistério
Então resolveu a borboleta sonhar
Entre a sua cidade perdida
E ilhas que dançam tranqüilas na harmonia do mar
E vai resgatando pouco a pouco
A confiança e o amor que a vida lhe tirou
E em cada verso construído no desejo
Vai entender a menina que é a borboleta azul
Que outro alguém também nesse mundo lhe amou.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Flor do Centro do Jardim
Cercada do orvalho da madrugada
Entre cores e perfumes diversos
Espinhos, contratempos e mundos adversos
Lá estava ela no centro do jardim
Da minha janela eu tinha certeza
Ela renascia a cada manhã só pra mim,
Eram tantas que existiam
Cada uma em seu lugar
Cada uma perdida em seu sonho
Sonho louco de amar,
Todos os dias eu a via cheia de esperanças de ser feliz
Pura e presa na simplicidade de sua raiz
De longe ela sonhava e de longe ela sorria
Se não tivesse a chuva na madrugada
O que a refrescava era a minha lagrima fria,
E quando a noite passava
Já sentindo que o amor não vem
Ela se aquecia ao sol
A espera do sorriso de alguém,
Era a flor mais linda
E eu sei que era para mim
De pétalas em seda coloridas
Perfume inigualável na maciez de sua pele
Bem no centro do meu jardim.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando Me Dói a Solidão
Quando me dói a solidão
Tudo fica cinza
O mar fica revolto
Nuvens se espalham
Olhar perdido e solto
O coração aquieta
Como medo de amar
A janela fica aberta
Mas nem o vento quer entrar
O quarto fica imenso
Vazio de escuridão
Tudo que eu sinto
Deixa-me tenso
Quando me dói a solidão
Eu espero no vazio
A hora de você chegar
Continuo sentindo frio
E da distancia da minha janela
Eu não vejo você passar.

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