segunda-feira, 29 de março de 2010

O Som do Coração
Tocam canções pelo ar
Ondas fazem sinfonia no mar
A madrugada canta
Enquanto o amor te seduz
Nessa trilha sonora de sonhos
Beijos pairam pelo infinito
Levando ao seu peito
A mais serena emoção
Enquanto calada nas nuvens
Você ouve o som do coração.

By Everson Russo
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quarta-feira, 24 de março de 2010

Como Definir o Amor?
Um sentimento estrela
Fica calado velando o sono
Clareando a noite
E brilhando como olhar
Um sentimento de lua
Reflete na distancia do mar
Mora no peito
Cartão postal do universo
Um sentimento sol
Aquece e arrepia a pele
Esquenta o peito
Manda nos calafrios
Um sentimento nuvem
Que dança no céu
Procurando um lugar
Escreve um nome provento apagar
Amor é como bicho solto na natureza
Não tem lugar pra começar
É como chuva que cai
Por mais que você corra
Sempre vai te pegar
Amor é fundo do mar
Escuridão e mistérios
Lugar bom de desvendar
Intimo do coração
Onde tudo vale a pena guardar
O amor é o orvalho da manhã
Beija uma flor como fosse seu corpo
Escorre na janela como lágrima em seu rosto
Arrepia como vento frio
Amor é como papel e caneta
Do nada vira poesia
É ponto no horizonte que só se vê com luneta
É transformar horas da vida em alegria
O amor é rio calmo
É mar revolto
É serenidade de um olhar
É um predador a espreita e solto
É chuva leve e tempestade
É velhice e mocidade
O amor é um coração viajando entre os planetas
Sentindo a escuridão da via láctea
Pegando carona na cauda dos cometas
O amor é tudo e nada
É meio e fim
Principio de tudo
O não e o sim.

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sábado, 20 de março de 2010

Eu Falo de Solidão
Eu falo de solidão
Porque a conheço de perto
Ela é fiel e companheira
Está sempre comigo nesse deserto
Eu falo de solidão
Pelas madrugadas que passei
Sem entender o mal da paixão
Ou os caminhos que sozinho trilhei
Eu falo de solidão
Porque vejo a tristeza da lua
Ilumina e prateia o mundo
Mas não tem ninguém na minha rua
Eu falo de solidão
Porque ela me entende
E eu entendo a ela
Sei o quanto é cruel e verdadeira
Aterrorizante e bela
Eu falo de solidão
Por não ter você aqui
Esperei por tanto tempo o amor
Mas ele desistiu de mim
E colhi a ultima flor do meu jardim
Eu falo de solidão
Por ela se parecer com saudade
Na multidão de toda essa gente
Que caminha pelas ruas
E invade o coração da minha cidade
Eu falo de solidão
Por ser meu vicio de poesia
Ela me rouba a alegria
Mas me encanta a noite de chuva fria
Eu falo de solidão
Simplesmente pela loucura da saudade
Não me venha com palavras doces
Você também não entende o que é felicidade
Eu falo de solidão
Ela mora em meu pensamento
Vive atentamente aos meus dias
Minha sombra sob o sol
Das madrugadas sem fim
Ela é todo o meu momento.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Na Bagagem
Feche a porta
Diga adeus
E leve na bagagem
Todos os sonhos meus
Não deixe ficar
Nem um pedaço de ti
Nem pense em voltar
Viverei bem e sozinho aqui
Leve também seu retrato
Não quero a dor da saudade
Se desse pranto eu me mato
Por ti não morrerei de verdade
Guarde espaço na mala
Pra levar sua incompreensão
E toda a dor que ainda virá
Pra retribuir a frieza do seu coração
Devolva a lua que te dei
Não leve meu sol
Pois tudo que contigo sonhei
Apagou-se junto com o farol
Vai como onda de mar
Perca-se no infinito
E se um dia uma estrela brilhar
Será o meu mais puro grito
Poesia se faz
Em palavras que se perdem
Em minha nuvem de paz
Estarei feito anjo
A procura do amor
Que um dia eu sei virá
Como tempestade pra me acalmar
E em minha cidade pra sempre morar.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

"Re"
As cores
As flores
Os amores
Perfumes de manhã
Teclado esperando um toque
Como um corpo
Pele perfume de maçã
Jardim que tem o poder
De colorir sonhos
E de plantar um viver
E fazer sorrir olhos tristonhos
Às vezes me pego ao passado
Sabendo que ele não vai voltar
E fico triste num canto parado
Esperando o tempo passar
Mas tempo não passe por mim
Sem me mostrar o amor
Não quero só tempestades
Do céu quero conhecer toda cor
Eu choro de amor
Eu sorrio
Sou turbulência do mar
Sou calmaria do rio
Meu pensamento voa distante
Descobriu que o infinito é o limite
Quero movimento constante
Que me permita esse sonho bonito
Minha estrela da madrugada
Que um dia caiu no mar meu brinquedo
Deixou-me em ti tocar a pele
Meu tato na ponta do dedo
Eu quero o vento que sopra
Folhas de árvores na alta colina
Eu quero ver seu sorriso sempre
Moldando seu rosto de menina
E pelo amor em seus sonhos
Na pele a textura de paz
Das nuvens eternas de algodão
Que o sopro leve do luar
Não dissipará o amor do seu coração.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher é...
Perfeição em poesia
A mais bela pétala
Molhada pela chuva fria
Amor que move o mundo
Todos os conflitos
Todos os delitos
Suspiro profundo
Essência de alma
Flor do ópio que vicia
Mas me traduz em calma
Curvas que me fazem perder
A direção da estrada
Eu me perco no caminho
Mas me encontro em seu carinho
Por desejar você
Um jardim todo colorido
Céu imenso que nos cobre
Olhar comprido que nos alcança
Sentimento puro e nobre
Onda que ao barco balança
E mesmo estando no infinito dos sonhos
Meu sentimento sempre te alcança
É desejo que não comporta a madrugada
Curvas sinuosas
Nasceu pra ser a musa e estrela do meu mar
Eu te quero em meus braços
Só pra ser amada
Universo que não tem fim
Suspiro sem explicação
Se viesse a esse mundo com manual
Tudo perderia a sua razão
Mulher é linda quando chora
Suas lagrimas lavam o infinito
É magia quando sorri
Não existe cenário mais perfeito e bonito
Pele pétalas de sedução
Perfumes que invadem o meu verão
É loucura pra controlar a minha lucidez
Menina que descobre paixão
Mas quando entende o amor
É explosão de um vulcão
Como um deserto de insensatez sem fim
Mulher que mora em meus sonhos
Pro favor fique sempre aqui perto de mim
Mulher não é um dia
É dia a dia da poesia
Do mar é a cor indefinida
Do amor é a minha estrela guia.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Nos Desertos da Lua
Nos desertos da lua eu me sentei
Esperando o telefone tocar
O ar me parecia diminuir
Feito gota que seca ao sol
Eu não conseguia mais sentir
E nem avistar um farol
Na loucura dessa viagem
Parei pra aliviar a bagagem
O peso que carregava em meus ombros
Das sombras do amor inseguro
Que sobreviveu aos escombros
Isso pode não parecer realidade
Pode ser miragem do meu coração
Mas desse deserto vou fazer minha cidade
E voltar a sentir a emoção
Olhei a lua da minha janela
Hoje daqui de cima eu vejo a paisagem mais bela
Só não entendo porque ela me entende
Se eu vivo com ela no peito
Mas na verdade tão distante dela.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Gavetas da Alma
Nas gavetas da alma eu guardo
Um sentimento sem explicação
Uma vontade de ser feliz
Rabiscos de poemas de amor
Partituras de canções esquecidas
Um lápis quebrado
Uma caneta sem tinta
Poeira inerte pela ação do tempo
Guardo meu luar
Meus raios de sol
Um milhão de estrelas que escolhi
Guardo memórias
Deixo dobrado num canto nosso lençol
Guardo uma saudade terrível que eu queria que fosse embora
Guardo também uma nuvem onde deitamos e fizemos amor
Deixo por ali por tempo indeterminado meus segredos ao lado dos seus
Guardo também o gosto bom do primeiro beijo
Todos os sabores do seu corpo
Um retrato do seu rosto sorrindo
Outro retrato do seu corpo nu
Guardo aquele seu sorriso da primeira manhã
Deixo ali todos os nossos sonhos, pois quem sabe um dia...
Guardo desejos, tensões, tesões e trocas de carinhos
Guardo sentimentos que não tem fim
Guardo naquela gaveta da alma todo o amor que existe em mim
Nessa gaveta também guardo a mais doce e terna saudade
Seu olhar eu deixei ao lado de uma lágrima, ele pode precisar
Na realidade naquela gaveta eu guardei todas as palavras que disse
E também todas aquelas que não consegui dizer
Eu guardei o eu te amo,
E guardei a mim e a você
Naquela gaveta eu guardei num livro escrito toda a nossa historia
Aquela gaveta da alma jamais se trancará
Ela é a gaveta da nossa memória
E a qualquer momento eu posso precisar abri-la
Pra poder um dia quem sabe
Escrever tudo outra vez
Mesmo que não seja em seu corpo
Mesmo que não seja a sua pele
A história continua com o abraçar da lua.

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Salve o Planeta
Olhe com mais pureza o céu
Toque uma flor com seu coração
Não roube da abelha o mel
Não deixe a ganância vencer a razão
Não venda seus sonhos
Construa seus ideais
Faça do seu mundo um mundo melhor
Colorindo de loucura sua vida
E da felicidade que conquistaremos
A cada dia mais e mais
Deixe o rio correr tranqüilo
E limpo como uma lágrima de emoção
Deixe as arvores enfeitarem a paisagem
Oxigênio ao nosso coração
Vejam as borboletas como sonham
Em morar felizes sobre um jardim
Deixem os beija-flores
Beijarem tudo que eles verem enfim
Não destrua jamais o seu mundo
Lugar de amor onde você nasceu
De onde águas jorram no solo
E mataram sua sede quando você bebeu
Cuide bem de todo ser vivo
Que respira tanto quanto você
E tem o mesmo direito sobre o planeta
O quanto tenho eu e também tem você
Deixe o vento cantar melodias
Puro ar que toca galhos de arvores
Trazendo aos ouvidos novas sinfonias
E o colorido de novos amores
Pegue sua caneta e deixe um sol rabiscado
Peque seu lápis de desenhe uma lua
Com o amor de um mundo bem cuidado
Sobraram coloridos para nossa rua
Coloque pontinhos de brilho no céu
Que não sumirão atrás de fumaça
Quero a paz de um mundo tranqüilo
Para quem por ele vem e passa
Limpe o seu coração
Limpe sua rua
Faça um verso de emoção
Deixe bonito o seu país
Seja um ser humano completo
Que merece respeito e ser muito feliz.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Casulo
Depois de muito tempo sem olhar o sol
Decidi sair pra rever as cores do mundo
Parei diante de um farol
E não resisti, dei um suspiro profundo
Tudo ainda cinza e sem tom
Neve e galhos secos no caminho
Perdi a noção de tudo que é bom
Na inércia do corpo cansado da batalha
A insuportável ausência do seu carinho
O vento frio arrancava a pouca paisagem
Abanava seus cabelos e arrepiava sua pele
No coração o amor não deixou bagagem
Era tudo estranho e forte
Era um mundo sem razão ou sorte
Eu tentei olhar o mar
Mas ilhas bailavam sobre o gelo
Eu definitivamente desisti de olhar
O amor não atendeu ao meu apelo
Continuou distante do meu coração
Mais afastado e sem noção a cada dia
Olhava o frio daquele cartão postal
Um universo próprio que me fazia mal
Dentre neves, folhas secas e arvores que balançavam sozinhas
Caia uma insistente chuva fria
Alimentava a minha alma a sua ausência
A dor definitivamente cortava a minha alegria
Eu me recolhi pra outra vez chorar
Não quero mais sofrer ou sentir dor
Nem quero mais ver você voltar
Não quero mais conversar com o amor
Guardei a caneta com a qual eu escrevia
E deixei sobre a mesa um papel branco e vazio
Eu não sabia mais explicar o que eu sentia
Eu quero é rapidamente me aquecer
Eu ando sentindo nesse mundo muito frio
Voltei pra minha madrugada em busca da minha paz
Parado em minha janela onde o sonho um dia foi embora
Vendo no frio as nuvens onde o sonho se desfaz
Deixando o coração recolher os sentimentos e guardá-los pra sempre
E novamente permitir a alma a tristeza e o abandono
De quem desesperadamente pelo seu corpo toda noite chora.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pra Ti Minha Única Estrela
Eu olhava no infinito
Só via a escuridão
Minha janela chorava
As gotas de chuva
E no peito me doía de amor
O louco e sem rumo coração
Eu te vi passar sozinha
Sem medo da madrugada
Eu te achei tão pura e tão menina
No horizonte da minha estrada
Desci do alto do meu sonho
Da minha nuvem branca de paz
Queria te pegar no colo
E te trazer pro meu amor
Acolher-te no meu mundo cercado de azul
Não tinha a riqueza dos grandes reis
Nem os troféus dos grandes heróis
Só tinha uma lagrima de emoção
Por ter cruzado seu caminho
E acolhido meu coração
Hoje te dou o meu mundo
Divido contigo o pouco que tenho
Pra ti minha única estrela
E pro seu coração eu dou
Todo amor que houver nessa vida.

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A Tempestade

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Lua
Eu quero a lua inteira pra mim
Eu quero você madrugada escura
Pairando no ar perfume de jasmim
Eu quero a lua calada no céu
Contando segredos ao som do mar
Eu quero pra sempre te amar
Eu quero a lua e o brilho do luar
Refletindo em seus olhos
Como gotas de chuva dançam no ar
Eu quero meia lua e lua inteira
Quero você nua paixão verdadeira
Eu quero seu gosto bom de verão
Eu quero você e a lua na próxima estação
Eu quero lua cheia e minguante
Quero você sereia do meu instante
Meu brilho eterno e meu diamante
Eu quero lua nova no céu pendurada
Eu quero do amor sua prova
E quero você pra sempre minha amada.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Amigo Fiel
Dizem nessa vida,
Que não escolhemos
Nossos amigos,
Eles nos escolhem,
Mas se eu puder escolher os meus,
E sei que um eu posso,
O primeiro amigo que escolherei,
E sei que já o tenho,
Será,
JESUS.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Naquela Bola de Papel
Numa madrugada qualquer
Escrevi uma poesia
Eu falava da vida e de tudo que vier
E sentia a minha alma fria
Contei tudo que passei um dia
De todos os meus choros de amor
E até quando tive alegria
Rimei seus beijos com meus desejos
Sua dor com o meu mais intenso amor
Eu tinha pra você um sol de noite
E a lua que bailava pelo dia
Estrelas que me tocavam pela manhã
E quando passeei com você naquela chuva fria
Eu tinha sentimentos guardados no peito
Mas descobri que o amor não tem jeito
Ele nasceu pra me fazer sofrer
Mesmo eu cultivando esse forte querer
Eu tocava a sua pele macia
Eu beijava o seu corpo em movimento
Eu só queria a minha poesia
E meus versos num determinado momento
Eu olhava seu banho
Era tão bom te ver nua
Hoje eu só vejo a solidão
E a nudez da minha rua
Rua que de sonhos vive escura
Sem clarear a minha procura
Nem sol e nem o mais belo luar
Mesmo assim eu sonhava em um dia amar
Eu sonhei e sofri
E então decidi
Não sou abelha fazendo mel
Muito menos uma estrela que brilha no céu
Não desisti dos meus sonhos
Mas guardei todos pra depois
E embolei o momento
Numa bola de papel.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um Longo Caminho
A Long Way
A vida me veio assim
Fazendo da solidão amiga
Fazendo das horas da noite poesia
Ou ao menos tentando
Já amei, hoje não sei como é
Perdi o manual,
Já tive quem me ensinou, mas foi embora
Perdi o rumo do caminho
Não vejo muito encanto no sol
No azul do dia, me seduz a noite e a escuridão
A chuva que molha o jardim, às vezes até destrói
Gosto de ouvir o silencio das estrelas
As palavras ríspidas que a lua não diz
Gosto da sensação da tempestade
Da destruição de tudo
Da ira dos raios
Da ansiedade que provocam os relâmpagos e trovões
Encanta-me ver a flor da janela
Tombada pela ação das águas
Das lagrimas e do que faltou
O corte no coração é profundo
E o amor não tá nem ai pra isso
Ele se encanta pela dor
Sombras bailam ao som de holofotes
Silhuetas caminham tranqüilas
E a paz parece bem distante
O equilíbrio mora em algum planeta
Que jamais será descoberto pelos dias
Uma estrela cadente salta o infinito
E um amor decadente dispara o grito
Nuvens desenham olhares
A chuva vem em respeito ao choro
Cultuando seu mundo insano e perdido
Tudo que plantou não deu fruto
E seu mais simples sentir foi corrompido
Deito-me sob esse céu escuro
Ainda sonho em ser feliz
Mesmo que a flor que perfuma essa vida
Foi-me arrancada pela raiz
Às vezes quero repousar e dormir
E não mais acordar por aqui.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Perfumes Bordados no Ar
Perfumes bordados no ar
Fragrâncias de paixão
A delícia do seu corpo
A poesia do seu coração
Seus beijos me saem tranqüilos
Como nasce a mais pura flor
Na essência da alma florida
Perfumes intensos de amor
Eu vejo o fim tão próximo
Nas alamedas desse caminho
No dia em que se juntares a mim
Não estarei mais sozinho
E teremos dois perfumes
Contemplando nosso jardim
Na distancia em que seu corpo mora
Do meu a infinita saudade
Não entendo porque tanto demora
Em perfumar somente a minha cidade.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Um Travesseiro Como Amor
Não existiria nada mais romântico que um sol embrulhado
A espera do dia ideal
Da manhã certa pra saltar entre as frestas da janela e tocar o corpo dela
Ainda sonolento do amor da madrugada passada
Ela abraçada ao travesseiro
Na cama sentada olhando a janela
Venerando a chuva que agora cai
Do céu pro mar um beijo da natureza
Do amor que feito bailarina paira pelo ar
Perdida como louca estrela da manhã
Mas que essa gota de chuva
Enquanto aqui permanecer
Que seja como uma lagrima de emoção
De carinho a face cansada de sofrer a solidão dos dias
Trago te uma rosa perfumada com um beijo e o mais intenso desejo que sejas feliz
Feliz entre os sonhos
Entre os planetas
Que divague entre galáxias ocultas
Mistérios profundos do amor
E descubra sua paz num branco lençol
De onde seu corpo não mais quer se afastar.

By Everson Russo
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Seu Vinho
Vou me embriagar de você
Degustar-te como um beija-flor
Que degusta a flor
Em beijos sedentos de amor
Vou beber o seu prazer
Brindar a cada suspiro
A cada gemido de emoção
Vou beber todo o seu vinho
Néctar que alimenta
E ameniza o coração
Quero sentir todo o gosto do seu corpo
Deslizando nas curvas dessa paixão
Sair de um louco estado de consciência
E me perder na lucidez do seu verão
Quero seu rosto e seu gosto
Cada centímetro da sua fantasia
Quero me perder nessa madrugada
Escrevendo em delírios sua poesia.

By Everson Russo
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domingo, 24 de janeiro de 2010

Notas da Canção, Acordes do Seu Coração
Você dedilha o vento
Como o mar ouve o luar
Em notas que fazem o momento
Acordes que ensinam a amar
Nua como a lua em seu quarto
Você pega o violão
E descobre num universo perdido
A mais nobre canção
Seu corpo tem a forma
Do instrumento que ao poema vai musicar
E no seu peito seu coração não conforma
Que o amor nunca mais vai encontrar
A brisa que acalma sua alma
Faz um galho de arvore bater em sua janela
Daquele sonho que te faz tão calma
E da madrugada que te faz tão bela
Ali deitada contando estrelas
Seu mundo conta que canta o amor
Sussurros, arrepios e calafrios
Que no mais doce som da melodia
Na noite fria te aliviarão a dor.

By Everson Russo
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pele Macia
Pele macia
Seda da manhã
Chuva fina e fria
Perfume de maçã
Pele macia
Ao meu lado dormia
Trazendo alegria
Paixão e poesia
Pele macia
Sonhos de alma
Tudo é sabedoria
Tudo se transforma em calma
Pele macia
Dorme tranqüila
Jamais vá embora
Se for passear, por favor, não demora.

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