sexta-feira, 30 de abril de 2010

Você é Tudo
Você pra mim é tudo
As estrelas do céu e do mar
Orvalho suave da manhã
Vento que vem me abraçar
Nuvem que baila no céu
Abelha fazendo mel
O canto suave dos pássaros
Chuva que molha o jardim
O inicio o meio e o fim
Você é meu tudo
E é também o meu nada
Som que me deixa mudo
Caminho certo da estrada
Arvore que colore primavera
E se desnuda no outono
O amor que a tudo espera
Abraço que acaba o abandono
Você é a lua que nasce
Na madrugada certeira
De tudo é o meu impasse
Minha paixão verdadeira
É onda do mar que se arrebenta
Em pedras que tocam infinito
Minha calmaria e tormenta
O meu silencio e meu grito
Minha musa e menina
Fonte de água pura cristalina
Sol que bate vidraça
Sereia que deita na areia
Cartão postal de uma praça
Sinos que ecoam lua cheia
Você é tudo que eu tenho
A força que me leva ao amor
Se eu me perco eu me encontro
Nessa sua mistura de cor
Vem e deita aqui ao meu lado
Não me deixa mais sozinho
Eu te espero beijo molhado
Pelo meu longo caminho.

By Everson Russo
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Menina da Ilha
Toda noite ela saia
Pés descalços na areia
No alto sua estrela guia
Em frente o mar
Linda sereia
Já era tarde e a lua
Beijava estrelas reluzentes
Ela soltava seus cabelos
E ia navegar no mar
Com seu corpo escultural
Pele bronzeada de amor
Como seu sorriso não tem igual
Nada se compara a sua cor
Maciez tão deslumbrante
Menina nua em ondas de amor
O seu beijo estonteante
Nos seus desejos todo seu sabor
Sorria e chorava enquanto se banhava
Emoções e conflitos marcavam sua dor
Dos seus sonhos de criança
De encontrar-se com o amor
Depois de muito tempo
Em que permitia ao mar
Afagar suas curvas
Ela saia da água e se vestia
E na escuridão daquela noite
A bela menina da ilha então sumia.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Galáxia Que Inventei Pra Você
O seu Planeta não me perderá de vista,
Estarei feito louca lua te rondando o céu,
Feito sol te aquecendo a pele,
E se precisar,
Inventarei uma galáxia só pra nós
Onde caíram cometas de amor
Estrelas cadentes de paz
Estrelas brilhantes de loucos desejos
Teremos uma vida à parte
De tudo que o mundo conheceu
Seremos mais loucos que Marte
Quando nosso universo apareceu
Jogaremos no infinito azul
Nossos cometas e asteróides
Viajaremos de norte a sul
Nessa imensidão infinita
Redescobrindo em seu olhar
Uma nova forma de vida
Com mais amor e bem mais bonita
A galáxia que inventei pra você
Para que o mundo todo de veja
De uma altura impossível de se imaginar
E enquanto uma nuvem te beija
Nesse louco universo de sonhos
Somente eu irei te encontrar.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Livro dos Dias Poesias
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Sedas do Infinito
Eu quero te deitar na minha cama
Na minha rede
No meu mar
Na minha nuvem repleta de sonhos
Eu quero te pegar no colo
Só pra sentir o peso da sua alma
A leveza que carrega o seu ser
Sua essência de paz
E sua alegria de viver
Eu quero você ao meu lado
Desenhando passos na areia
Contando estrelas em madrugadas
Questionando a lua
Abrigando no peito
Versos serenos de amor
Eu quero velar seu sono
Alisar a sua pele macia
Deixar pra lá o abandono
Caminhar lado a lado com você
Enxugando a lagrima de tristeza
E delirando em chuva fria
Eu quero com você
Saltar em planetas
Pegar carona em cometas
Desvendar todas as galáxias
Descobrir novos mundos
E se for possível
Reinventar o amor
Pois o amor já existente nesse universo
Pra eu oferecer é você
É tão pouco que eu tenho que completar com verso
Pois tudo que eu te peço
É poder morar junto do seu querer
Eu quero-te olhar inteira
E do alto da montanha
Nessa paixão verdadeira
Atirar-me em queda livre
Descobrir que ao ecoar meu grito
Na loucura do infinito
Eu te amo e esse amor jamais terá fim
E pra todo o sempre
Quero você inteira pra mim
Eu quero me deitar no seu lençol
Ser sua chuva e o seu sol
E navegar perdido nessa linha imensidão
E divagar loucamente em todas as curvas
Nos perigos do seu coração.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Menina do Coração Triste
Doce menina,
Quando o caminho parecer longo,
Inseguro do amor,
Meio que com cores opacas,
Desejos insanos,
Cortes por todos os lados,
Um coração dilacerado pelo passado,
Folhas secas formando camas,
Labirintos sem fim,
Frio e falta de fé,
Temos que buscar no fundo de nossa alma,
No mais infinito do nosso coração,
Nossa aquarela de vida,
Pra podermos pintar tudo de novo,
Fazer renascer as cores,
Encantar de novo o caminho,
Moldar nosso mundo num belo arco Iris,
Voltar a acreditar primeiro em nós mesmos e depois no mundo,
Entendermos que o passado nos feriu,
Então vamos ferir também o passado esquecendo-se dele,
Deixando ele num lugar onde não possa nos perturbar mais,
Se isso pode parecer impossível,
Acredite no milagre do amanhã
Que estará de braços abertos em amor pra ti...
Somente pra ti...
E que o sol vai nascer por ti,
Somente por ti,
Pra reaquecer sua pele e todos os seus sentidos
E para que um dia
Numa galáxia qualquer
A menina do coração triste
Volte a amar
Seja feliz
Venha da vida a paisagem que vier.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ela se Foi
E ela se foi
Levou o olhar
Nem mesmo tinha chegado
Aos meus braços ficar
Senti saudades
Sem ter lhe tocado
Senti os seus beijos
Sem ter te beijado
Fiz amor contigo
Em sonhos secretos
Do seu corpo fiz abrigo
Em olhares indiretos
Saiu do meu mundo
Foi sem me avisar
Nem me disse adeus
Não quis me explicar
Porque me abandona
Assim de repente
Se eu tanto te amo
Dentre toda essa gente
Foi meu céu
Meu infinito e meu mar
Meu único mel
Acabei por me apaixonar
Pela sua estrela
Pela sua rua
Eu queria tanto ter
Sua nudez
E também sua lua
Mais um sonho impossível
Na minha historia
O amor é mesmo imprevisível
Nem escrevemos a historia
E você já é minha saudade
E minha melhor memória
Mesmo assim
Em sonhos te chamo
Por outros meios eu prometi
Não vou me aproximar
Mas onde estiver menina
Saiba que te amo.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Código dos Raios e Trovões
Clareiam a madrugada
Incendeiam o firmamento
No peito quase nada
Na solidão desse momento
Flashes loucos que invadem meu mundo
Insanos e sem rumo
Como sentimentos profundos
Maltratam e machucam feito o amor
Ruídos que assustam
E aumentam a minha dor
Tempestades vindas
De lugares inimagináveis
Lagrimas ainda
Que caem dos olhos
E rolam pela face e são incontáveis
Reflexos nessa imensa escuridão
Barulhos que perturbam a alma
E deixam assustados ao coração
Avisam que ao assustar sua alma
Deixarão todo seu mundo molhado
Mas tenha nessa hora calma
Seu coração é um eterno apaixonado
E sobreviverá aos contratempos
As loucuras dos momentos
Suportará toda essa dor
Provocada pela passagem avassaladora
Dos raios e trovões do amor.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cada Folha Que Cai
No outono
Cada folha que cai
Leva uma historia
Uma lagrima que guarda
No sentimento uma memória
Um sorriso ou um abraço
Um carinho ou um laço
Um beijo guardado na alma
Um doce sorriso que me acalma
Um sol com pouca força
Um luar embaçado
A janela com um coração desenhado
Um amor que reflete chuva no olhar
Sentado num banco de praça
Eu começo a chorar
Pro não entender porque o amor se acaba
E pra que a solidão vem me acompanhar
Vou seguindo o meu caminho
Catando uma a uma das folhas que caem
Vou segundo sempre sozinho
Solidão e tristeza me atraem
Não sinto mais amor
Vivo ausente de mim mesmo
E não sou mais feliz
Sou como uma bela flor
Que do jardim foi arrancada
Perfume, pétala e raiz.

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domingo, 4 de abril de 2010

O Senhor é o Meu Pastor
Veio pra me libertar
Me cobrir com seu amor
Uma estrela vai brilhar
Como a luz do Redentor
Minhas dores vai curar
Vai comigo aonde eu for
O meu Deus quero adorar
Descobrir seu esplendor
Me dá o pão de cada dia
Mesmo a noite sendo fria
Não me nega o seu calor
Nos momentos de tristeza
De agonia e de aflição
Eu tenho sua palavra pra acalmar meu coração
O SENHOR é o meu pastor
E nada me faltará.

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UMA FELIZ PASCOA A TODOS, QUE A PAZ DE JESUS RENASÇA A CADA DIA NO CORAÇÃO DE CADA UM DE VOCÊS.
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sábado, 3 de abril de 2010

Duda Morena
Seu corpo é templo do prazer
Sua boca é alimento pra viver,
Seus olhos são tudo que eu quero encontrar
Beijar-te na chuva ou embaixo do luar,
Contar estrelas encostado ao seu peito
Descobrir-te segredos a cada dia
Entender todo seu jeito,
Sua voz no meu ouvido
Sinfonia do vento com o mar
As horas passam lentas pra eu te encontrar
Tocar-te, te arrepiar e te amar,
Pegar-te no colo
E pro meu esconderijo te levar,
Esconder-te no meu coração
Fazer-te poesia e uma canção,
Decifrar todos os seus sonhos
E ganhar sua emoção,
Enxugar as suas lagrimas
Desejar-te com muita paixão
Você tem sido parte forte de uma historia
Que vai iluminar a imensidão.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

O Som do Coração
Tocam canções pelo ar
Ondas fazem sinfonia no mar
A madrugada canta
Enquanto o amor te seduz
Nessa trilha sonora de sonhos
Beijos pairam pelo infinito
Levando ao seu peito
A mais serena emoção
Enquanto calada nas nuvens
Você ouve o som do coração.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Como Definir o Amor?
Um sentimento estrela
Fica calado velando o sono
Clareando a noite
E brilhando como olhar
Um sentimento de lua
Reflete na distancia do mar
Mora no peito
Cartão postal do universo
Um sentimento sol
Aquece e arrepia a pele
Esquenta o peito
Manda nos calafrios
Um sentimento nuvem
Que dança no céu
Procurando um lugar
Escreve um nome provento apagar
Amor é como bicho solto na natureza
Não tem lugar pra começar
É como chuva que cai
Por mais que você corra
Sempre vai te pegar
Amor é fundo do mar
Escuridão e mistérios
Lugar bom de desvendar
Intimo do coração
Onde tudo vale a pena guardar
O amor é o orvalho da manhã
Beija uma flor como fosse seu corpo
Escorre na janela como lágrima em seu rosto
Arrepia como vento frio
Amor é como papel e caneta
Do nada vira poesia
É ponto no horizonte que só se vê com luneta
É transformar horas da vida em alegria
O amor é rio calmo
É mar revolto
É serenidade de um olhar
É um predador a espreita e solto
É chuva leve e tempestade
É velhice e mocidade
O amor é um coração viajando entre os planetas
Sentindo a escuridão da via láctea
Pegando carona na cauda dos cometas
O amor é tudo e nada
É meio e fim
Principio de tudo
O não e o sim.

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sábado, 20 de março de 2010

Eu Falo de Solidão
Eu falo de solidão
Porque a conheço de perto
Ela é fiel e companheira
Está sempre comigo nesse deserto
Eu falo de solidão
Pelas madrugadas que passei
Sem entender o mal da paixão
Ou os caminhos que sozinho trilhei
Eu falo de solidão
Porque vejo a tristeza da lua
Ilumina e prateia o mundo
Mas não tem ninguém na minha rua
Eu falo de solidão
Porque ela me entende
E eu entendo a ela
Sei o quanto é cruel e verdadeira
Aterrorizante e bela
Eu falo de solidão
Por não ter você aqui
Esperei por tanto tempo o amor
Mas ele desistiu de mim
E colhi a ultima flor do meu jardim
Eu falo de solidão
Por ela se parecer com saudade
Na multidão de toda essa gente
Que caminha pelas ruas
E invade o coração da minha cidade
Eu falo de solidão
Por ser meu vicio de poesia
Ela me rouba a alegria
Mas me encanta a noite de chuva fria
Eu falo de solidão
Simplesmente pela loucura da saudade
Não me venha com palavras doces
Você também não entende o que é felicidade
Eu falo de solidão
Ela mora em meu pensamento
Vive atentamente aos meus dias
Minha sombra sob o sol
Das madrugadas sem fim
Ela é todo o meu momento.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Na Bagagem
Feche a porta
Diga adeus
E leve na bagagem
Todos os sonhos meus
Não deixe ficar
Nem um pedaço de ti
Nem pense em voltar
Viverei bem e sozinho aqui
Leve também seu retrato
Não quero a dor da saudade
Se desse pranto eu me mato
Por ti não morrerei de verdade
Guarde espaço na mala
Pra levar sua incompreensão
E toda a dor que ainda virá
Pra retribuir a frieza do seu coração
Devolva a lua que te dei
Não leve meu sol
Pois tudo que contigo sonhei
Apagou-se junto com o farol
Vai como onda de mar
Perca-se no infinito
E se um dia uma estrela brilhar
Será o meu mais puro grito
Poesia se faz
Em palavras que se perdem
Em minha nuvem de paz
Estarei feito anjo
A procura do amor
Que um dia eu sei virá
Como tempestade pra me acalmar
E em minha cidade pra sempre morar.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

"Re"
As cores
As flores
Os amores
Perfumes de manhã
Teclado esperando um toque
Como um corpo
Pele perfume de maçã
Jardim que tem o poder
De colorir sonhos
E de plantar um viver
E fazer sorrir olhos tristonhos
Às vezes me pego ao passado
Sabendo que ele não vai voltar
E fico triste num canto parado
Esperando o tempo passar
Mas tempo não passe por mim
Sem me mostrar o amor
Não quero só tempestades
Do céu quero conhecer toda cor
Eu choro de amor
Eu sorrio
Sou turbulência do mar
Sou calmaria do rio
Meu pensamento voa distante
Descobriu que o infinito é o limite
Quero movimento constante
Que me permita esse sonho bonito
Minha estrela da madrugada
Que um dia caiu no mar meu brinquedo
Deixou-me em ti tocar a pele
Meu tato na ponta do dedo
Eu quero o vento que sopra
Folhas de árvores na alta colina
Eu quero ver seu sorriso sempre
Moldando seu rosto de menina
E pelo amor em seus sonhos
Na pele a textura de paz
Das nuvens eternas de algodão
Que o sopro leve do luar
Não dissipará o amor do seu coração.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher é...
Perfeição em poesia
A mais bela pétala
Molhada pela chuva fria
Amor que move o mundo
Todos os conflitos
Todos os delitos
Suspiro profundo
Essência de alma
Flor do ópio que vicia
Mas me traduz em calma
Curvas que me fazem perder
A direção da estrada
Eu me perco no caminho
Mas me encontro em seu carinho
Por desejar você
Um jardim todo colorido
Céu imenso que nos cobre
Olhar comprido que nos alcança
Sentimento puro e nobre
Onda que ao barco balança
E mesmo estando no infinito dos sonhos
Meu sentimento sempre te alcança
É desejo que não comporta a madrugada
Curvas sinuosas
Nasceu pra ser a musa e estrela do meu mar
Eu te quero em meus braços
Só pra ser amada
Universo que não tem fim
Suspiro sem explicação
Se viesse a esse mundo com manual
Tudo perderia a sua razão
Mulher é linda quando chora
Suas lagrimas lavam o infinito
É magia quando sorri
Não existe cenário mais perfeito e bonito
Pele pétalas de sedução
Perfumes que invadem o meu verão
É loucura pra controlar a minha lucidez
Menina que descobre paixão
Mas quando entende o amor
É explosão de um vulcão
Como um deserto de insensatez sem fim
Mulher que mora em meus sonhos
Pro favor fique sempre aqui perto de mim
Mulher não é um dia
É dia a dia da poesia
Do mar é a cor indefinida
Do amor é a minha estrela guia.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Nos Desertos da Lua
Nos desertos da lua eu me sentei
Esperando o telefone tocar
O ar me parecia diminuir
Feito gota que seca ao sol
Eu não conseguia mais sentir
E nem avistar um farol
Na loucura dessa viagem
Parei pra aliviar a bagagem
O peso que carregava em meus ombros
Das sombras do amor inseguro
Que sobreviveu aos escombros
Isso pode não parecer realidade
Pode ser miragem do meu coração
Mas desse deserto vou fazer minha cidade
E voltar a sentir a emoção
Olhei a lua da minha janela
Hoje daqui de cima eu vejo a paisagem mais bela
Só não entendo porque ela me entende
Se eu vivo com ela no peito
Mas na verdade tão distante dela.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Gavetas da Alma
Nas gavetas da alma eu guardo
Um sentimento sem explicação
Uma vontade de ser feliz
Rabiscos de poemas de amor
Partituras de canções esquecidas
Um lápis quebrado
Uma caneta sem tinta
Poeira inerte pela ação do tempo
Guardo meu luar
Meus raios de sol
Um milhão de estrelas que escolhi
Guardo memórias
Deixo dobrado num canto nosso lençol
Guardo uma saudade terrível que eu queria que fosse embora
Guardo também uma nuvem onde deitamos e fizemos amor
Deixo por ali por tempo indeterminado meus segredos ao lado dos seus
Guardo também o gosto bom do primeiro beijo
Todos os sabores do seu corpo
Um retrato do seu rosto sorrindo
Outro retrato do seu corpo nu
Guardo aquele seu sorriso da primeira manhã
Deixo ali todos os nossos sonhos, pois quem sabe um dia...
Guardo desejos, tensões, tesões e trocas de carinhos
Guardo sentimentos que não tem fim
Guardo naquela gaveta da alma todo o amor que existe em mim
Nessa gaveta também guardo a mais doce e terna saudade
Seu olhar eu deixei ao lado de uma lágrima, ele pode precisar
Na realidade naquela gaveta eu guardei todas as palavras que disse
E também todas aquelas que não consegui dizer
Eu guardei o eu te amo,
E guardei a mim e a você
Naquela gaveta eu guardei num livro escrito toda a nossa historia
Aquela gaveta da alma jamais se trancará
Ela é a gaveta da nossa memória
E a qualquer momento eu posso precisar abri-la
Pra poder um dia quem sabe
Escrever tudo outra vez
Mesmo que não seja em seu corpo
Mesmo que não seja a sua pele
A história continua com o abraçar da lua.

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Salve o Planeta
Olhe com mais pureza o céu
Toque uma flor com seu coração
Não roube da abelha o mel
Não deixe a ganância vencer a razão
Não venda seus sonhos
Construa seus ideais
Faça do seu mundo um mundo melhor
Colorindo de loucura sua vida
E da felicidade que conquistaremos
A cada dia mais e mais
Deixe o rio correr tranqüilo
E limpo como uma lágrima de emoção
Deixe as arvores enfeitarem a paisagem
Oxigênio ao nosso coração
Vejam as borboletas como sonham
Em morar felizes sobre um jardim
Deixem os beija-flores
Beijarem tudo que eles verem enfim
Não destrua jamais o seu mundo
Lugar de amor onde você nasceu
De onde águas jorram no solo
E mataram sua sede quando você bebeu
Cuide bem de todo ser vivo
Que respira tanto quanto você
E tem o mesmo direito sobre o planeta
O quanto tenho eu e também tem você
Deixe o vento cantar melodias
Puro ar que toca galhos de arvores
Trazendo aos ouvidos novas sinfonias
E o colorido de novos amores
Pegue sua caneta e deixe um sol rabiscado
Peque seu lápis de desenhe uma lua
Com o amor de um mundo bem cuidado
Sobraram coloridos para nossa rua
Coloque pontinhos de brilho no céu
Que não sumirão atrás de fumaça
Quero a paz de um mundo tranqüilo
Para quem por ele vem e passa
Limpe o seu coração
Limpe sua rua
Faça um verso de emoção
Deixe bonito o seu país
Seja um ser humano completo
Que merece respeito e ser muito feliz.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Casulo
Depois de muito tempo sem olhar o sol
Decidi sair pra rever as cores do mundo
Parei diante de um farol
E não resisti, dei um suspiro profundo
Tudo ainda cinza e sem tom
Neve e galhos secos no caminho
Perdi a noção de tudo que é bom
Na inércia do corpo cansado da batalha
A insuportável ausência do seu carinho
O vento frio arrancava a pouca paisagem
Abanava seus cabelos e arrepiava sua pele
No coração o amor não deixou bagagem
Era tudo estranho e forte
Era um mundo sem razão ou sorte
Eu tentei olhar o mar
Mas ilhas bailavam sobre o gelo
Eu definitivamente desisti de olhar
O amor não atendeu ao meu apelo
Continuou distante do meu coração
Mais afastado e sem noção a cada dia
Olhava o frio daquele cartão postal
Um universo próprio que me fazia mal
Dentre neves, folhas secas e arvores que balançavam sozinhas
Caia uma insistente chuva fria
Alimentava a minha alma a sua ausência
A dor definitivamente cortava a minha alegria
Eu me recolhi pra outra vez chorar
Não quero mais sofrer ou sentir dor
Nem quero mais ver você voltar
Não quero mais conversar com o amor
Guardei a caneta com a qual eu escrevia
E deixei sobre a mesa um papel branco e vazio
Eu não sabia mais explicar o que eu sentia
Eu quero é rapidamente me aquecer
Eu ando sentindo nesse mundo muito frio
Voltei pra minha madrugada em busca da minha paz
Parado em minha janela onde o sonho um dia foi embora
Vendo no frio as nuvens onde o sonho se desfaz
Deixando o coração recolher os sentimentos e guardá-los pra sempre
E novamente permitir a alma a tristeza e o abandono
De quem desesperadamente pelo seu corpo toda noite chora.

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